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terça-feira, 15 de abril de 2014

Criamos uma geração sem foco, diz Daniel Goleman


O americano Daniel Goleman afirma que estímulos constantes criaram uma geração sem foco, com dificuldade de desenvolver o raciocínio lógico e criativo. A boa notícia: é possível aprender a se concentrar.

São Paulo - O americano Daniel Goleman, psicólogo e Ph.D. da Universidade Harvard, tornou-se célebre ao publicar o livro Inteligência Emocional, em 1995, que já vendeu mais de 5 milhões de cópias no mundo — 400 000 só no Brasil. Sua obra mais recente, Foco, lançada quase 20 anos depois, chegará às livrarias em janeiro.
Nela, Goleman defende que — num momento em que a tecnologia e o excesso de informação geram distrações a cada minuto — criou-se uma geração sem foco, com dificuldade­ de desenvolver a capacidade de concentração. Mas, para ele, a atenção é como um músculo que pode ser treinado. E quem consegue chegar lá tem ideias melhores e mais criativas.
É o que fazia Bill Gates quando presidia a Microsoft, nos anos 90. Em períodos que chamava de “think weeks” (numa tradução livre, “semanas para pensar”), ele passava uma quinzena numa casa no campo para pensar sem interrupções.
Jack Welch, o lendário presidente mundial da multinacional americana General Electric, reservava uma hora por dia para simplesmente olhar pela janela. Em entrevista a EXAME, o autor fala mais sobre seu mais recente trabalho.
EXAME - O senhor defende que as pessoas nunca estiveram tão desfocadas. Quais são as consequências?
Daniel Goleman - Estamos sem tempo para refletir. Sem essa pausa não conseguimos digerir o que está acontecendo ao redor. Os circuitos cerebrais usados pela concentração são os mesmos que geram a ansiedade. Quando aumenta o fluxo de distrações, a ansiedade tende a aumentar na mesma proporção.
Precisamos ter um momento, no trabalho e na vida, para parar e pensar. Sem concentração, perdemos o controle de nossos pensamentos. Mas o oposto, quando estamos muito atentos, também é um problema. Nos tornamos vítimas de uma visão restrita e da mente estreita. É preciso dar equilíbrio a isso.
EXAME - Como escapar dessa armadilha?
Daniel Goleman - Dormir bem ajuda na concentração. Mas o melhor exercício é criar um período em que as interrupções sejam proibidas. Isso significa não ter reuniões, receber ligações, ver e-mails ou ter contato com qualquer outra fonte de distração. Isso pode ser feito antes do trabalho ou durante o expediente, em uma sala de reuniões por pelo menos 10 minutos.
Os chefes precisam entender que, para ter bons resultados, suas equipes devem ter tempo para se concentrar. E isso significa dar a oportunidade a elas de ter momentos sem interrupções. 
No Google, por exemplo, os funcionários têm sido incentivados a parar por alguns minutos durante o dia e prestar atenção na própria respiração. Isso faz com que o circuito do cérebro responsável pela concentração seja ativado.
EXAME - Segundo seus estudos, existem três tipos de foco: o interno, o externo e o empático (voltado para o outro). O interno é a habilidade de se concentrar, apesar do que há ao redor. O externo é a capacidade de análise do ambiente. E o empático é a competência de prestar atenção em alguém. Por que é importante classificá-los dessa maneira? 
Daniel Goleman - Para saber quando e como usar cada um na situação certa. O foco interno, por exemplo, é a chave para o profissional se motivar, ter metas, se controlar. Todos os profissionais precisam disso. O foco externo ajuda na leitura dos sistemas de maneira ampla.
É com ele que conhecemos quem são os competidores, como está o mercado, a economia e quais são as mudanças tecnológicas. Sem isso, ninguém consegue ter um bom resultado. A empatia é importante para quem quiser ser um bom líder. Ela é a forma como entendemos e falamos com as pessoas.
Só com ela um profissional saberá como motivar quem está ao redor. Não importa quais são as metas, todo mundo precisa de pessoas para alcançá-las. Ou seja, todas são importantes.
EXAME - Em seu livro, o senhor cita Steve Jobs, fundador da Apple, como alguém com alto poder de foco. Ele praticava meditação, considerada um bom exercício de concentração. Como a prática pode ser útil?
Daniel Goleman - Ao meditar, Jobs entrava no estado de consciência aberta. Experimentos sugerem que estar nesse estado, que é dar atenção a tudo o que está passando na mente, é a fonte dos pensamentos mais criativos.
É ir além de reunir informações e ter uma atenção seletiva, num processo que usamos para resolver um problema particular. É liberar o cérebro para fazer as associações acidentais que levam a novas percepções. Artistas e inventores costumam praticar devaneios produtivos.
EXAME - Como não ceder à tentação de ficar conectado o tempo todo? 
Daniel Goleman - Entendendo que exercitar o foco é importante. Realizar uma tarefa e, só depois, ver as notícias ou responder a um e-mail. A melhor forma de fazer isso é dando recompensas. Você só pode acessar um site que deseja depois de terminar determinada atividade que planejou.
EXAME - No livro, o senhor diz que profissionais que atuam em áreas de que gostam têm mais poder de foco. Por que isso acontece? 
Daniel Goleman - Muita gente procrastina porque os desafios são baixos. O que precisamos fazer é buscar tarefas mais difíceis. Isso aumenta o poder de foco. E costumamos perseguir espontaneamente isso com mais frequência quando gostamos do que fazemos. 
EXAME - Além de Steve Jobs, quais outros profissionais têm alta capacidade de estar focados?
Daniel Goleman - O guru de negócios Jim Collins costuma apontar alguns presidentes capazes de criar empresas que duram. Acho que eles são bons exemplos de pessoas com foco. Conseguem ter um autocontrole exemplar, motivam suas corporações e são hábeis em entender os sistemas das empresas.
Além de serem exímios negociadores. O presidente da multinacional coreana ­Samsung, Oh-Hyun Kwon, tem mostrado ser um executivo bastante focado. Apesar da alta concorrência, conseguiu concentrar a estratégia da empresa em ter um produto altamente competitivo.
Mark Zuckerberg, criador do Facebook, entende muito sobre os usuários de sua rede. O foco externo dele é admirável. Alguns políticos são bons exemplos de pessoas que são focadas nos outros. Eles costumam ter empatia.
Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1056/noticias/nao-temos-tempo-para-refletir?page=1

Gestão de tempo é investimento em felicidade


Olá pessoal!!! Já faz uns dias que não apareço por aqui... 

Hj encontrei um texto bem legal sobre gestão do tempo e gostaria de compartilhar com vcs...

Vcs conseguem gerir bem o tempo de vcs? Conseguem dedicar-se a leitura de um bom livro despreocupadamente? Me contem......!!!
"Parece incrível para você como algumas pessoas conseguem sair sempre no seu horário no trabalho, levam os filhos na escola, fazem academia, cursam pós-graduação e sempre lêem os livros que querem?
Se sua resposta é sim, saiba que você não está “sozinho”- mais da metade dos executivos se consideram insatisfeitos com seu equilíbrio entre vida pessoal e profissional*. Agora, se sua resposta é não, provavelmente é porque você já faz uma boa gestão do seu tempo.
Por que isto acontece?
O que pode parecer procrastinação ou desmotivação para realizar uma tarefa, muitas vezes pode ser apenas uma má gestão do tempo aliada ao mau hábito de ser multitarefa – querer fazer tudo ao mesmo tempo – e acabar não concluindo nada como gostaria ou deveria.
É como se em determinado momento nossa vida desse um “nó”. Às vezes pode parecer complicado entender quando e como esse “nó” começou. A questão é que à medida que crescemos na carreira e ganhamos novos papéis na vida pessoal (“donos de casa”, marido/esposa, pai/mãe etc), o número de atividades com as quais nos envolvemos costuma aumentar.
Por mais que tenhamos aprendido a ser mais produtivos, a fazer mais coisas em menos tempo, há um limite humano para isso. É natural que em algum momento simplesmente acabemos não tendo mais espaço para fazer todas as tarefas que gostaríamos.
Recomeço
Para desatar esse “nó”, é fundamental darmos um novo significado para cada atividade que fazemos. E, para isso, você precisa ter clareza de quais são os passos que te levarão em direção aos seus objetivos – seja na esfera pessoal ou profissional.
Tomo a liberdade aqui de sugerir um exercício inicial que pode contribuir bastante neste recomeço. Separe tudo o que você faz em três grupos: o que é essencial, o que é interessante e o que não necessariamente precisa ser feito – ao menos neste momento.
Ao discernirmos qual é o “peso” de cada atividade e o que vale a pena priorizarmos em cada momento, evitamos gastar tempo realizando tarefas simplesmente por ansiedade ou falta de foco. Sabe aquela sensação ruim, por exemplo, de fazer muitas coisas e não chegar a lugar nenhum? É isso que a gestão inadequada do tempo e indefinição de prioridades pode causar. É como aquela famosa frase do filme da Alice no País das Maravilhas: “se você não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve”. Ou seja, se você sabe o que quer, é mais provável que direcione seus esforços e alcance com mais assertividade seus objetivos.
Satisfação
Gerenciar adequadamente o tempo é uma forma de preparar-se melhor para o futuro. É um projeto de melhoria do seu desempenho, da sua imagem profissional, da sua qualidade de vida. É um “recurso” que permite ter mais espaço para sentir-se satisfeito e fazer outras coisas que também lhe trazem felicidade, que pode ser dedicar mais tempo à família, à viagem dos seus sonhos ou apenas à leitura de um livro agradável.
Enfim, uma boa gestão do tempo permite que você viva em função daquilo que realmente é importante e te proporciona equilíbrio e satisfação. E que possamos, todos, fazer esse exercício de felicidade diariamente!
Data:  13.04.2014 - 14h00

por: Sofia Esteves

*pesquisa DMRH/ Nextview People realizada em 2013
Fonte: http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/carreira-em-geracoes/2014/04/13/gestao-de-tempo-e-investimento-em-felicidade/
Nesse tema ainda eu sugiro alguns livros:
.: A Tríade do Tempo - Christian Barbosa
.: Equilíbrio e Resultado - Christian Barbosa
.: Foco - Daniel Goleman















Deixo também como curiosidades algumas dicas que encontrei nos livros: