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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

:: Superar desafios...



 
As pessoas não são perturbadas pelas coisas em si, mas pela idéia que fazem delas. Cada um de nós reage aos fatos da vida e se explica de maneira diferente. É a nossa consciência que gera nosso modelo de visão de mundo e define como reagimos às inúmeras situações que a vida nos proporciona. O teólogo inglês William Ward nos dá uma idéia desse conceito ao demonstrar as diferentes reações que um navegador pode ter em alto-mar ao se deparar com ventos desfavoráveis. Ele diz: ‘o pessimista queixa-se do vento; o otimista espera que ele mude, e o realista ajusta as velas.’
 
Portanto, toda limitação está na observação da situação ou na forma de enfrentar a adversidade. Ou seja, o peso e o tamanho do problema são definidos pelo grau de importância dado a ele versus a forma como os recurso disponíveis são reconhecidos. Ao conferir ao problema alto grau de importância e reconhecer como insuficientes os recursos de que dispomos, criamos limitações; e aí, o problema passa a ter dimensão bem maior do que a real.
 
Portanto, quanto mais opções e recursos temos, maior a possibilidade de enfrentar e superar situações adversas. Para tanto é preciso:

- saber adaptar-se a mudanças e situações ambíguas;

- ser capaz de recuperar-se de esgotamentos, exaustão ou traumas;

- conseguir manter a calma, clareza de propósito e orientação em situações adversas, e

- ser capaz de pensar estrategicamente e tomas decisões acertadas mediante pressão.
 
(do livro "Supere! – A arte de lidar com as adversidades", de Eduardo Carmello, Ed. Gente)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quem o impede de progredir?

“Nossas dúvidas são traidoras, e nos fazem perder o bem que sempre poderíamos ganhar, por medo de tentar.”
(William Shakespeare)

Quando somos jovens não alimentamos tantos sonhos grandiosos, a ambição de escrever ou pintar, de abrir um negócio ou de fazer alguma espécie de trabalho criativo? Quase todos nós sonhamos. Na verdade, se formos bem sinceros, teremos de reconhecer que sonhamos quando jovens e que continuamos sonhando sempre, até hoje.

O que muda é que, de repente, os sonhos vão perdendo a posição central que gozavam em nossas vidas e surgem - principalmente como “desculpa” que damos a nós mesmos - os “compromissos”. Uns dizem que têm de trabalhar muito; outros, que adorariam escrever um romance, mas não tem tempo, porque tem o “dia cheio”; outros, ainda, que adorariam pintar, mas estão com um problema no olho esquerdo.

As explicações são as mais variadas e todas, sem exceção, não passam de desculpas para justificar o fato de que não realizamos desejos mais profundos.

Pense, por exemplo, em Júlio César. Você sabia que Júlio César escreveu seus textos numa tenda de campanha, à noite, enquanto todo o Exército Romano dormia, e que no dia seguinte, bem cedo, estava pronto para voltar ao combate?

Você sabia que Händel escreveu suas melhores partituras depois de ter sido desenganado pelos médicos? E que Beethoven continuou compondo música mesmo depois de estar complemente surdo? Pense, em Aníbal e Lorde Nelson: os dois grandes generais, e os dois cegos de um olho. Francis Joseph Campbell, também cego, foi um dos maiores matemáticos que o mundo conheceu, além de músico.

Mas “gente como a gente” é diferente: Surge uma pequena dificuldade e começa: “Ah, não vou conseguir. Jamais serei capaz de fazer o que quero fazer...”

Pense no Robson Crusoé, Daniel Defoe: escreveu seu romance na prisão. (...) Lutero traduziu a Bíblia durante o tempo em que permaneceu no Castelo de Wartburg. (...)

Aí, vem você e suspira: “Sim, tudo bem, mas eu tenho de trabalhar”. Ora... você já viu quantas páginas tem o livro... E o vento levou? Pois fique sabendo que Margaret Mitchell escreveu todas aquelas centenas de páginas ao mesmo tempo que trabalhava, em horário integral, como jornalista.

Será que você é daqueles que acha que um pequeno defeito no dedo indicador da mão esquerda, o impede de esculpir as estátuas de seus sonhos? Se é, fique sabendo que Lorde Cavanaugh, membro do Parlamento inglês, não tinha nem braços, nem pernas e elegeu-se sem precisar da ajuda de ninguém.

Ou pense em Shakespeare, que jamais freqüentou uma escola, que aprendeu, sozinho a ler e escrever e, ainda assim, tornou-se um dos maiores dramaturgos e poetas de todos os tempos.

Agora, então, pense novamente nas ambições e nos sonhos que carrega escondidos em seu coração. E pense novamente, também na desculpa que tem usado, para não realizá-los. Descubra que não há razões, nem explicações reais ou válidas: que são apenas desculpas.
Pois deixe de lado as desculpas esfarrapadas e trate de começar a dar vazão ao seu desejo de criar, por meio de uma autêntica atividade criativa. Lembre-se: Você é a única pessoa capaz de impedir o seu próprio progresso pessoal.

“Se você fica dizendo que as coisas vão ficar ruins, tem boa chance de se tornar um profeta”. (Isaac Bashevis Singer)

Texto adaptado do livro Insight I, de Daniel Carvalho Luz.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Lá vem um sonhador!!!

Lá vem o sonhador!

Em seu livro “O Coração de Um Campeão”, Bob Richards, detentor de algumas medalhas olímpicas, fala da importância de se acreditar nos sonhos e lutar por eles. E para ilustrar, narra um episódio acontecido com o famoso atleta Charley Paddock. Certo dia, Paddock fazia uma palestra num ginásio de Cleveland, e a certa altura disse:

– Quem sabe, talvez, haja aqui alguém que um dia vá ganhar provas numa olimpíada.
Encerrada a assembléia dos alunos, aproximou-se dele um jovem negro, magricela de pernas finas que estivera sentado ao fundo do salão, e lhe disse timidamente:

– Eu daria tudo para ganhar uma corrida importante algum dia.
Paddock olhou para ele e respondeu calorosamente:

– E você pode, meu filho. Basta que faça disso sua meta de vida e dê tudo de si para alcançá-la.
E em 1936, aquele jovem, cujo nome era Jessie Owens, ganhou várias medalhas de ouro nas olimpíadas de Berlim, e quebrou diversos records. Adolf Hitler, ao saber de seu maravilhoso desempenho, ficou furioso, pois a realização do sonho daquele jovem representou um duro golpe para o louco sonho do ditador de criar uma raça ariana superior.
Quando Jessie Owens voltou para os Estados Unidos teve uma recepção festiva nas ruas. Naquele dia, outro rapazinho negro de pernas finas conseguiu comprimir-se entre a multidão, chegou perto dele e disse:

– Eu gostaria muito de correr numa olimpíada quando crescer! Jessie lembrou-se do que lhe acontecera, apertou a mão do garoto e respondeu:

– Sonhe alto, meu filho. E dê tudo de si para chegar lá.
Em 1948, era esse o rapazinho, Harrison Dillard que ganhava medalhas de ouro nos jogos olímpicos daquele ano.
Conta-se que certa vez um estudante estava treinando o salto em altura, preparando-se para o campeonato estadual. Após cada salto, seu técnico elevava um pouco mais o sarrafo.

Afinal ele colocou na altura do recorde da prova. O rapaz protestou:

– Ah, não. Como é que vou saltar essa altura?
Ao que o treinador replicou:

– Atire o coração por cima do sarrafo e seu corpo irá junto. Reconheça a força propulsora de um sonho. Apure os sonhos que se acham fora da realidade, restaure os que se frustaram, realize os que ainda não foram realizados e reformule os sonhos com defeito.

"Pouco resta a fazer além de enterrar um homem quando o último
de seus sonhos está morto".
(Wilfred A. Peterson)

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